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Como uma onda...
não,não, eu não estou vendo novela. é que voltei ligeirinho para porto alegre, coisa de vir num dia, assistir minha aula no pós, e voltar para a brisa da minha rede no outro dia. não fosse a minha mãe escorregar numa casca de uva em plena rua da praia, torcer o joelho e ficar entalada da coxa ao tornozelo. deixei todas as minhas coisas na praia, até meu óculos escuros e tive que esticar meu pulinho à civilização. depois de quatro dias cuidando dela, ela me dispensou, dizendo que dou mais trabalho do que ela se virando sozinha... amor maternal é lindo.
tenho zilhões de coisas para contar, inclusive porque estou escrevendo assim, sem maiúsculas. é que andei lendo "ensaio sobre a cegueira" e me contaminei com a escrita Dele. tchê, que livro!
outra novidade é que visitei TRÊS cemitérios no mesmo dia, presente de aniversário do meu pai. é que rio grande, onde estou me escondendo, é bem grande, e tem uma série de distritos. meu sonho era entrar em cada um deles pra visitar os cemitérios, e ele me deu de presente esse baita passeio. tirei fotos maravilhosas que vou poder postar aqui porque finalmente aprendi pra que serve aquele quadradinho com uma paisagem no painel de controle do blog.
e outra... me chamaram pra trabalhar na secretaria de educação, como assessora pedagógica, mandando nas bruxas que me fizeram mal o ano todo naquele raio de colégio. estou me sentindo a cinderela podendo se vingar da madrasta.
e vi o Sherek 2, e vi a profecia, filme da minha infância, que me iniciou na paixão pelos cemitérios, e vi meu pequeno de dois anos, prestes a fazer três, me ameaçar, dizendo que ia botar pimenta na minha língua; e vi meu maior de onze anos, voltando às 5h30 da manhã pra casa porque saiu com o primo de 17; e fui ao uruguai e vi que eles estão abaixo da linha de pobreza e que é a coisa mais linda ver os caras negociando com cuba e mantendo a esperança, e o manu chao vem pro fórum; vi que minha monografia finalmente chegou no nível de pré-projeto; e vi, finalmente, que não dá pra ficar tanto tempo sem escrever...
beijos!
Escrito por Proserpina às 03h20
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