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Aí o computador bom morreu, há uma semana. Sobrou o meu velhinho, que ganhei do papai-noel em 1998 e que geme toda vez que é ligado. Protesta, o coitado. Demora uns 10 minutos só pra abrir a janela da conexão, que cai de 5 em 5 minutos. E não entra no orkut de jeito nenhum.
Uma semana sem orkut. Uma semana sem jogar paciência-spider. Uma semana corrigindo provas e trabalhos...
Alguém quer um mau-humorzinho aí?
Escrito por Proserpina às 01h00
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de volta aos quatorze...
Bueno, a última vez que fui tiete eu deveria ter uns quatorze anos. Tinha show do Faith no More no Gigantinho, a MTV recém estendia seu arsenal na tv, eu estava na fase de contestação de tudo e de todos, enfim, não preciso nem ficar me justificando: se tu não te deres o direito de ser tiete aos quatorze, babaus.
Mas o fato é que eu não sentia isso desde essa época. Identificação total. Vontade de seguir por onde for. Achei que já estava "madura" o suficiente pra não me dar o direito de berrar alucinadamente no show de ninguém. Ontem me entreguei às emoções. Voltei pra casa com dor de garganta, se não estivesse chovendo canivete, eu iria no aeroporto dar tchauzinho. Foda-se. Os caras são os caras. E no mais, "deixa eu brincar de ser feliz"...

Escrito por Proserpina às 14h57
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sobre as surpresas da vida...
Tá, eu nunca fui assim fã de bicho de estimação. Criada em apartamento, não peguei nem a febre do tamagochi pra me destraumatizar. O mais perto que cheguei de dona de bichinho foi uma vez, na 4ª série, que comprei dois pintos. Eu não tô brincando. Peguei minha mesada, fui num aviário, na frente do colégio, e comprei dois pintos de uma vez só. Menti pra minha mãe que a professora de ciências tinha feito um sorteio e que eu tinha sido a feliz contemplada. Claro que os bichos duraram menos de 24 horas sob os meus cuidados. Tive de devolver, e sem grana de volta.
Aí, de outra feita, eu peguei um gatinho da rua. Bem pequeninho. E tranquei no maleiro do meu guarda-roupa. Alimentei durante uns dois dias e fiquei muito frustrada quando ele fez cocô num cobertor. Achei uma traição do bichano. Não se que idade tinha, se foi antes ou depois dos pintos entrarem na minha vida. Mas o fato é que o gato também não durou e nem chegou a ser descoberto pela minha mãe. Eu mesma despachei o cagão.
Dia desses chego na minha área e me deparo com uns galhinhos pelo chão. Também não sou muito amiga da faxina, mas daí a criar grama dentro de casa achei um exagero. Olho pra cima e descubro um ninho no buraco em que deveria existir um spot de lâmpada, que nunca cheguei a botar. Fiquei intrigada e passei a observar o movimento da minha área, afinal tinha visitas. Um simpático casal de passarinhos trazia incansavelmente galhinhos e mais galhinhos pro ninhozinho que construíam. Chamo as crianças para acompanhar o processo e o pequeno me sai com essa pérola: "Mamãe, eles nos escolheram!".
Resolvi não me intrometer na vidinha de casal deles. Mas ainda acho que se fosse um ninho de marimbondos
ninguém iria achar bonitinho...
Escrito por Proserpina às 20h13
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Re-começo
Hey! Eu quero ser seu amigo de novo!
Eu disse: Hey! Eu quero ser seu amigo de novo!
Porque a gente sabe, que a gente sabe demais sobre nós dois!
(Cachorro Grande)
E aí, ainda somos parceiros?
Eu tô voltando!
Escrito por Proserpina às 20h30
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O mundo é um moinho...
Pensem comigo: 15 anos, uma das amigas namora um carinha bacana e talicoisa. Tu, disponível, cantarolando um kid abelha, "por que não eu, ahá, por que não eu?". Mas deixa a vida te levar, que é o que se faz quando se tem 15 anos (não sem antes entoar "nosso dia vai chegar, teremos nossa vez, não é pedir demais, quero justiça...do legião).
Agora 21. Na flor da idade, linda, loira, na universidade, cursando letras que é uma fauna exótica de participantes. Tu andas com diversas turmas de diferentes estilos. Ser disponível agora é uma opção e não um castigo. Um belo dia encontra o tal carinha lá dos 15 anos, ex-namoradinho da tua amiga. O destino é pai, claro, uniu de novo para ser aquilo que poderia ter sido mas não foi. É a chance de investir naquela pessoa que estava fora da área de cobertura na época. Encontra duas, três vezes mais e o destino vira padrasto, vem as férias de verão e tu somes de novo no mundo (sem antes saber se ele estava apenas sendo simpático ou se rolava alguma coisa).
Agora tu já estás com 28. Não mais tão linda, não mais tão loira, não mais tão disponível. Finge que trabalha enquanto bisbilhota o orkut alheio. E o cara se materializa(?) de novo, ali na tela. E dali a dois dias é aniversáriuo dele. Imagens do que poderia ter sido e não foi vêm a mente e tu te emocionas e tascas um feliz aniversário, assim, no mais, ainda filosofa que o que a vida separou o orkut uniu (sim, tu escreveu isso!).
No outro dia a resposta: ele não sabe quem tu és. Tu não representou o que poderia ter sido e não foi.
Vem cá, tu poderia era ter dormido sem essa, não poderia?
Escrito por Proserpina às 18h06
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Khayyam velho de guerra...
Nenhum proveito trouxe ao Universo o meu
Nascimento. Não o mudará na imensidade
Nem no esplendor a minha morte. Quem me explica
Por que vim a este mundo e hei de um dia ir-me embora?
Dá pra ver que estou em crise existencial...
Escrito por Proserpina às 17h22
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A minha versão dos fatos!
Eu gostava do Homem Grande, sabem? Primeiro porque ele conquistou (e aguenta dia após dia) a figuraça que está ao lado dele. Depois por ele ter tido coragem de sair do país tropical e se aderir a uma cultura superior e ter de disfarçar os chiados e talicoisa (liguei pra lá e ele consegue dizer um alô sem sotaque!). Mas o que ele fez comigo não se faz. Me trancou no apartamento, com as duas comparsas, e me fez tomar quase um copo de suco inteiro! Sem um mísero gole de coca-cola ou uma caipira pra encarar aquela limonada suiça... Querem saber? Pra mim foi ele que inspirou "O homem que virou suco". Par mim ele já virou...
PS: Coca na Torre... vai ser a minha vingança!
Escrito por Proserpina às 17h10
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enfim...
Creio que o "eu não consigo ser alegre o tempo inteiro" do wander wildner justifica um pouco a atitude do post ali de baixo ( e a minha amiga ogra acabou de telefonar, não estou tão orfã assim). ok, a inveja é mesmo uma merda, bem grande... enfim...
Ps: alguém aí tem alguma idéia bem legal para se fazer com o mega-centenário-cult-pop do Verissimo que ainda não esteja sendo feita? (quem mandou terem uma amiga descrente, acabo pedindo uma luz por aqui mesmo)
Escrito por Proserpina às 14h28
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o ministério da sanidade mental adverte...
ler blogs alheios te faz descobrir que não fazes falta nenhuma na vida daqueles que consideras muitíssimo.
Escrito por Proserpina às 00h24
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psicopedaBOBA
Agora eu sou uma psicopedagoga, pelo menos tecnicamente. Consegui chegar a esse título defendendo uma monografia sobre ideologia nos textos de livros didáticos de português sem mencionar uma única vez o nome psicopedagogia dentro do texto. Eu me amo.
Escrito por Proserpina às 16h01
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De como a pessoa consegue se superar...
Aí eu fui deitar às 22h, meu antigo sonho de consumo. E rolei, e virei pro lado, e tirei a camisola, e troquei de lado na cama, e li um livro inteirinho, e contei carneirinho até 4.247, e fiz uso de um instrumento de tortura que tenho em casa, a bicicleta ergométrica, pra ver se cansava e dormia de uma vez, e tive que tomar banho depois disso porque fiquei suada, e não dormi. E o fato de saber que a minha semana estava começando e que só acabaria na noite de sexta, na qual também trabalho, só me desesperava mais e fazia o sono fugir. Mas o pior, a verdadeira tragédia não foi tudo isso. O que realmente me desesperava era o fato de eu não conseguir tirar a música do apê do latino da cabeça! Cheguei até a imaginar como seria a letra da música (?) no tempo de Machado de Assis (!): Hoje há uma confraternização na minha residência; poderás comparecer; haverá sarau e recital...
Ai, ai...não sei do que preciso mais, do bundalelê, da birita ou de sono... ou tudo junto, não necessariamente nessa ordem!
Escrito por Proserpina às 09h48
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Bloco do EU sozinho
Dia desses passei os olhos por uma crônica do Jorge Furtado, publicada na (eca) Zero Hora e fiquei muito espantada com o "contiúdo" da mesma. O cara criticava a "nova onda" dos blogs falando sobre nada que rolam por aí. Entre outras coisas ele disse que é um ultraqe ter de ler coisas do tipo "Hoje acordei e fiz nescau" ou "Hoje fui ao shopping comprar um jeans" etc. E recomenda que se não se tem nada pra escrever, não se escreva, por respeito ao leitor virtual. E que, por favor, não maltrate a língua portuguesa com auquela linguagem que ninguém entende, só quem fica pendurado em bate-papo por aí.
Pra mim, o cara fez uma grande bobagem. Só legitimou uma visão elitista da língua, em que só pode fazer uso dela quem tem algo útil pra dizer(pra ele, que é O cara, claro), saiba todas as regras de regência, de ortografia, de sintaxe e não ofenda a senhora Gramática usando a sua filha problema, Semântica, à toa.
Pois hoje, senhor Jorge Furtado, eu acordei e não fiz nescau. Tomei coca-cola, o que não te interessa. E quer saber o que eu cantava? (Vamo lá, todo mundo!):
Eu queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
Alguma coisa sobre mim!
(Boa e velha Graforréia)
Escrito por Proserpina às 16h16
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pro Homem-Grande
O Homem-Grande foi trazido, à força, pela minha amiga Samanta do Rio de Janeiro. Ela foi pra lá, iludiu o moço por três anos, tiveram um filho, de outra espécie, que late, rola e lambe, mas enfim, é um fruto da relação deles, e trouxe o moço pros pampas. O cara descobriu maravilhas, como a polar, a pastelina, a redenção, a lancheria do parque e os amigos que a tal tinha deixado por aqui. Agora ele se vê obrigado a se aculturar, esconder o chiado da fala, tomar chimarrão e visitar o cemitério da santa casa comigo. Aí vai uma força, no ano do centenário do Érico:

A próxima etapa é a alpargata, a bombacha e a boina negra... (sem falar na bomba de bambú, herança guarani)
Escrito por Proserpina às 21h30
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Amigos...
Por causa de um colega meu, que eu "considero um monte", que fez um blog (www.levinainternet.blogspot.com), me deu uma vontade enorme de escrever de novo por aqui.
E por causa de um domingo tri-legal, com direito a título de campeão e tudo, que tive na redenção, com a Tiça, a Samanta, o homem-grande e o Pedrinho, me deu vontade de dizer que amo as pessoas que me fazem bem. E não é uma relação de exploração, não! Demos muita risada e elas que me perdoem mas precisamos tirar uma foto nova... URGENTE. Não dá pra imaginar o bem que o tempo nos fez...
Então tá, voltando, devagar, devagarinho...
Escrito por Proserpina às 21h21
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dulce sueño
Quando eu tinha treze anos, na copa de 90, me apaixonei perdidamente pelo querido aí da foto. Virei a casaca, vibrei com o gol que eliminou o Brasil e tracei meu caso de amor com a Argentina. Comecei a estudar espanhol feito louca pra poder escrever pra ele, coisa que acabou não acontecendo, mas, enfim, devo a ele o click inicial que me fez olhar para a américa latina e sua literatura. Podia ficar a vida inteira lendo Stephen King, mas para "treinar" o espanhol comecei a buscar literatura em língua espanhola. Aí a paixão aumentou e se tornou um dos meus motores de vida.
Viu só? Futebol também é cultura,ou pode levar à.
Ah, tá, a pertinência de eu ter contado tudo isso. Saiu hoje que ele vai se aposentar, com 38 aninhos. Vai me encontrar na flor da idade e entendendo tudo que ele queira me sussurrar no ouvido. Que me aguarde!
Escrito por Proserpina às 17h31
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